terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Voto de Pobreza"








...Não desejo a ninguém o que será lido, mas o mundo é uma surpresa... Dá cada volta!!







“Voto de Pobreza”


Quando minha filha, enfim, nasceu fiz a promessa
De que em vida não teria o sofrimento
De em sua mesa lhe faltar qualquer sustento
E viveria sua infância sem ter pressa.

Hoje, dez anos completados, vem a vida
Pra torturar minha palavra empenhada -
Um pai suporta em sua barriga não ter nada,
Mas não suporta ver os filhos sem comida.

Sinto a vontade de cortar a própria carne,
Que me ofertar ao panteão de meretrizes
Que em meu pescoço penduraram falso alarme.

Matai-me todos os que tomaram-me a empecilho,
Mas não se assustem com mundo, meus juízes –
Ele dá voltas e também tendes lindos filhos.


(F.N.A)

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